SLOW NATAL

Continuamos em modo de Natal. Os grandes avanços tecnológicos alcançados nas últimas décadas, ao contrário do que poderia parecer à primeira vista, não nos proporcionaram “um ganho de tempo”. Em suma não temos “mais tempo” do que os cidadãos de outras épocas, o que conduziu ao advento da filosofia que tem subjacente tudo o que signifique economia de tempo. Assistiu-se então à proliferação das redes de fast-food que se espalharam pelo mundo fora, principalmente a partir das últimas décadas do século XX.

O Natal, significa o nascimento de Jesus Cristo (para os cristãos). O nascimento significa sempre o começo de uma vida nova, pelo que será que não devemos aproveitar esta altura do ano e repensar e renovar alguns maus hábitos que fomos adquirindo pelo “corre, corre” da vida dos tempos modernos. Devemos aproveitar este tempo de festividades para voltarmos a valorizar as coisas que realmente têm importância. Porque não adoptar uma filosofia voltada para a preservação da satisfação e do gosto, mas dando importância não só à degustação dos alimentos, mas valorizando a sua preparação.

Nesta altura do ano podemos organizar os nossos pequenos “conviviums” em família, degustando os pratos típicos da época, e ao fazê-lo estaremos a transmitir e preservar as tradições. Desta forma, estaremos a contribuir para a preservação dos tradicionais significados culturais da culinária.

Os sonhos, são uma das receitas tradicionais mais populares em todo o país.

Este ano vou fazer sonhos de abóbora. Esta é comprada a uma pequena produtora local a quem costumo adquirir os legumes e frutas.

ABÓBORA: a sua origem não é totalmente clara. Há quem defenda que é originária da Ásia, pois o seu nome aparece citado pelos egípcios. Existem provas que este já conhecida pelos Romanos, “que a misturavam com mel para ajudar a digerir as imensas quantidades de carne que ingeriam nas suas festas. Há ainda quem defenda que esta é originária da América (Central e do Norte, mas que rapidamente se espalhou por todo  mundo. Esta é um elemento essencial na gastronomia das civilizações sul-americanas (Azteca, Inca e Olmeca). Em Portugal, a sua produção foi introduzida após os descobrimentos, quando os Portugueses trouxeram o fruto do Brasil.

Os sonhos são um doce de origem turca, sendo igualmente populares na Grécia, Bulgária, Macedónia, Sérvia. Também são populares na cozinha iraniana e Egípcia.

Não podemos deixar de referir, que além de estarem presentes em muitas mesas de Natal portuguesas, estes ocupam um lugar de destaque na Chanucá (Festa das Luzes), festa judaica de oito dias, que no calendário civil geralmente coincide com o Natal cristão.  Aliás há estudiosos que defendem que a introdução dos doces fritos na nossa  tradição natalina é consequência da  “herança judaica”.

  • 300 gr de abóbora cozida, reduzida a puré
  • 100 gr de açúcar
  • 2 ovos
  • 300 gr de farinha
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 1 limão
  1. Mistura-se a abóbora com o açúcar, ovos e raspa de limão.
  2. Mistura-se a farinha com fermento e envolve-se no preparado anterior e mexe-se tudo muito bem.
  3. Com uma colher de sopa deitam-se pequenas porções de massa no óleo a ferver. Quando estiverem douradas, retiram-se e escorrem-se.
  4. Passam-se por açúcar e canela.
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