SLOW NATAL

Estamos a chegar ao Natal, época que nos últimos anos, significa correria, azáfama e stress. Sendo uma época do ano, com tanta simbologia, esta é a altura ideal para tentarmos desacelerar, e procurarmos dar valor àquilo que verdadeiramente interessa: paz; alegria, fraternidade e generosidade. Quer se esteja a celebrar a festa religiosa do nascimento de Jesus, o hanukkah ou de uma forma mais secular, os costumes e tradições de Natal tornam esta época de festas em algo muito especial.

De Norte a Sul de Portugal coexistem vários doces tradicionais de Natal, que na receita, forma e sabor são semelhantes, contudo dependendo de cada região tem nomes diferentes.

Esta semana, vamos falar sobre a origem de algumas destas iguarias, bem como deixar algumas receitas para quem se quiser aventurar na sua confecção.rabanadas-slow-food-natal

RABANADAS (ou fatias douradas, fatias paridas ou de parideira) e FIDALGAS (ou fatias fidalgas, esta é uma variante da receita do Douro e Minho)

Por trás da história das rabanadas, existem muitas lendas e a sua origem é incerta. Conta uma das  lendas que uma mulher pobre que não tinha quase nada para se alimentar a si e ao seu filho recém-nascido, tendo por único alimento restos de pão duro molhados com leite adocicado. Esta teve tanto leite que além do seu filho, alimentou muitas outras crianças. Assim começou a rabanada a ser um símbolo de prosperidade e fartura, sendo servida nas festas de fim de ano. Há ainda outra lenda que conta que todas as mulheres ricas que se tornavam mães, se alimentavam de rabanadas para aumentarem o leite, daí também a denominação que alguns lhe dão de fatia-de-parida ou fatia de mulher parida.

Há quem defenda que estas surgiram na Idade Média, embora seja possível rastrear variantes da receita ao tempo dos romanos, criadas pelos Europeus, que precisavam usar todos os bocados de comida para alimentar a família.  As rabanadas mais não eram do que o aproveitamento de pão velho, (alimento considerado sagrado) humedecido e aquecido. Mais tarde introduziram-se-lhes os ovos (de maneira a introduzir-lhe proteínas).

Não se pense que a sua confecção se cingia às camadas mais pobres, uma vez que estas eram também apreciadas pelos mais abastados. Segundo alguns livros de culinária estes utilizavam pão branco, que eram mais caro, e as crostas eram cortadas, o que os menos afortunados não podiam fazer pela necessidade que tinham de aproveitar todo o alimento.

A Norte do Mondego era conhecida por rabanada e a sul  por fatia dourada.

  • Pão duro
  • 5 dl de leite
  • 1 col. de sopa de manteiga
  • Açucar
  • 1 pau de canela e canela em pó
  • casca de limão
  • 4 ovos
  • Óleo para fritar
  1. Cortar o pão às fatias, com a espessura de um dedo.
  2. Num tacho, junte o leite, açúcar a gosto, a casca de limão e o pau de canela e deixe ferver, ponha de lado para amornar.
  3. Bata os ovos.
  4. Quando o molho estiver morno mergulhe as fatias de pão.
  5. Passe o pão pelo ovo batido.
  6. Frite em óleo bem quente, virando as rabanadas para ficarem douradas dos dois lados.
  7. Polvilhe as fatias com açúcar e canela.
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