SLOW FASHION

“Consciência dos produtos que consumimos, retomando a conexão com a maneira como são produzidos e valorizando a diversidade e a riqueza das nossas tradições”

Ao incorporarmos a Filosofia Slow no nosso dia-a-dia, somos convidados a desenvolver uma consciência ética, uma vez que esta obedece a princípios éticos e sustentáveis. A sua estratégia de moda têm o objectivo de proteger e melhorar a utilização dos recursos humanos e naturais, fundamentais para o nosso futuro e sobrevivência.

Já anteriormente referimos  que os valores que se promovem não são uniformes e devem ser adaptados, pois se assim não fosse estaríamos novamente a massificar o que não é de todo o objectivo desta filosofia de vida. A abordagem do Slow Fashion define-se da seguinte forma: diversidade em oposição à produção em massa, global-local em oposição à globalização, auto-consciência em oposição à imagem, simbiose em oposição ao parasitismo, confecção e manutenção para um ciclo de vida longo ao invés da novidade constante, preço real incorporado nos custos sociais e ecológicos em oposição ao custo baseado em mão de obra e materiais, fortalecimento do tecido social e valorização do território em oposição à fragilização do tecido social, produção em pequena, média-escala sustentável em oposição ao insustentável.

Cada peça de roupa tem uma história, é uma peça de arte. Se passarmos a olhar desta maneira para cada peça de roupa iremos aprender a valorizá-la e deixaremos de ter a tentação de consumir a moda de uma forma voraz como se não houvesse amanhã. VALORIZAÇÃO palavra chave. O facto de conhecermos a origem daquilo que vestimos, a sua história, irá ter como consequência o valorizá-los de forma completamente diferente, com a consequência importantíssima de valorizarmos também de forma diferente o lugar onde vivemos (o nosso Mundo) e as pessoas envolvidas.

Já anteriormente chamamos a atenção para a importância da diversidade no Movimento da Slow Fashion. Os produtores esforçam-se por manter a diversidade ecológica, social e cultural. Ao encorajar modelos diversos e independentes, surgem os designers independentes, a roupa em 2ª mão, vintage, vestuário reciclado, etc.

Impõe-se então a pergunta como é que podemos incorporar a Filosofia Slow no nosso dia-a-dia? Apoiando os designers e marcas mais pequenas e locais, uma vez que as  peças assim produzidas são especiais, originais, confeccionadas  de maneira mais artesanal e não precisaram de viajar quilómetros e quilómetros até chegar à sua mão.

Temos como objectivo dar a conhecer algumas marcas que já incorporam na sua filosofia empresarial alguns dos princípios Slow:

CHANGE – marca que produz peças de roupa vintage (principalmente modelos jeans icónicos), reinterpretando-as com apliques, acessórios e novos padrões.

slow-fashion-change

Fotografia by Change

 

A sua fundadora Marta Leitão, nasceu em Lisboa, estudou comunicação Social na Universidade Católica, e sempre sentiu fascínio pela internet  bem como a comunicação on-line, tendo desenvolvido a sua vida profissional nesta área. Mas em simultâneo a moda sempre foi algo a que dedicou parte do seu tempo, uma vez que era ela que alterava a sua roupa e também era ela que vestia as suas amigas quando iam a casamentos. Lançou a marca Change em 2012, marca de peças de roupa em 2ª mão e vintage personalizada. A Marta acredita que cada peça tem uma história, e o seu objectivo é dar à versão original da roupa vintage, uma segunda vida, uma história mais divertida.

A escolha do nome da sua empresa está ligada à sua mudança pessoal. “Change” tem a ver com o trabalho que vai fazer às suas peças, dar-lhes uma nova vida.  A proposta da Change é a de reaproveitar peças, acrescentando-lhes pormenores que as tornam especiais e diferentes. Em suma, contam uma nova história.

Para se inspirar, Marta faz pesquisa de desfiles e grandes criadores. Também busca inspiração em imagens, viagens e música, uma vez que são formas de arte que a inspiram diariamente.

Marta compra as peças a fornecedores de roupa vintage e cada peça sofre depois um processo criativo de forma a adaptá-la às tendências actuais.

Os calções , são a imagem de marca da Change, embora a empresa se dedique à transformação de outras peças de vestuário.

post-slow-fashion-dia-18-de-novembro

Fotografia by Change

post-dia-18-de-novembro-sf-vestido

Fotografia by Change

 

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