SLOW EDUCATION

fotografia-slow-school-e-slow-education-2Já anteriormente referimos que aprender é cultivar a mente. E uma educação mais autêntica irá permitir aos estudantes conhecerem os cidadãos da sua comunidade, saber como estes trabalham para a transformar num local melhor, o que tem por consequência , dar oportunidade aos mais jovens de identificarem e procurarem soluções para os problemas locais, reforçando a ideia de que eles podem fazer a diferença.

Um dos paradigmas da Slow Education é o esforço em associar qualidade, cultura e personalização à qualidade da Escola. Há uma necessidade imperiosa de voltar a estimular nas nossas crianças e jovens a sua curiosidade natural.

Estamos novamente às portas de um novo ano lectivo, tempo esse que pode ser muito emocional, mas deve ser também um tempo de reflexão sobre o que pretendemos ao educar. A Slow Education defende a conexão do saber, tradição, propósitos morais e a tudo aquilo que importa verdadeiramente na vida. Valoriza-se o processo da aprendizagem.

Infelizmente a educação passou a ser uma questão de resultado. Grande parte das escolas não são mais do que locais onde é “despejado” um curriculum estandardizado, com testes e alvos para assegurar resultados uniformes. A ênfase passou a estar no resultado e não no processo.

Por sua vez a Slow Education alerta-nos para a conexão entre a sabedoria e a forma de aprender. O verdadeiro aprendizado irá apetrechar os cidadãos a conduzir a sua vida de uma forma mais consciente, aprendendo a ter um comportamento mais consciente, respeitando todos os seres vivos bem como os inanimados. A Slow Education é um conceito de “literacia ecológica”, levando a que reorientemos a nossa maneira de viver no Mundo e de como podemos educar as nossas crianças  e jovens a utilizar da melhor forma as suas capacidades. Devemos apoiar os nossos filhos a desenvolver valores e ética de maneira que estes alcancem um conjunto de ferramentas para viver uma vida mais feliz e comprometida nesta nossa caminhada Slow. Chama-se desde já atenção da importância do envolvimento dos pais e encarregados de educação, no percurso escolar, pois um dos erros da educação tradicional por contraponto à Slow Education foi a desresponsabilização destes na mesma.

O processo educativo tem que ser muito mais do que providenciar aos alunos “quilos de informação” para ser debitada. O importante é ensinar aos alunos a forma como devem aprender. Também se lhe deve dar a oportunidade de ouvir o que os outros já aprenderam (conhecimento), discutir, argumentar e reflectir de como desta maneira se pode ganhar um maior entendimento da sua verdade e de que forma este conhecimento pode ser usado. A educação deve ter como preocupação principal a missão de equipar os alunos com as competências para agir com responsabilidade numa sociedade muito complexa.

Um dos problemas recorrentes todos os inícios de ano vividos pelas famílias prende.se com a enorme lista de material escolar. Ora como bem sabemos, muito deste material está em perfeito estado ou precisa apenas de uma reciclagem. Porque não durante o ano lectivo, propor como actividade do pré-escolar e ensino básico o ensino da importância da preservação do material, ensinando quais as consequências do mau uso deste, na vida do nosso planeta e comprometendo os alunos nesta tarefa. De uma forma divertida podem organizar-se tarefas que ensinem e comprometam os alunos na preservação da natureza. Chegando ao final do ano lectivo estas tarefas podem ser apresentadas à comunidade escolar, todo o material que  possa ser reutilizado no ano seguinte deve ser guardado, comprometendo-se alunos e famílias a adquirir somente o que faz falta. Muitas vezes nem temos consciência de quanto estes pequenos gestos podem fazer a diferença, sabia que por exemplo que para fazer uma folha de papel A4, são necessários cerca de 10 litros de água.

Este tipo de abordagem que usa a experiência prática de valor orientada com a participação dos alunos, nem é um exclusivo das Slow School. As escolas mais famosas que utilizam esta abordagem são as Montessori e Waldorf, já o fazem à muito tempo. O Ensino Doméstico também utiliza este método de ensino.

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