Slow Tourism

Já falamos anteriormente neste conceito, em que o principal objectivo é proporcionar ao turista umas férias relaxadas, o conectar-nos com o “eu”, e ao mesmo tempo uma aprendizagem sobre como vivem outras culturas, ao fazê-lo estaremos a abrir os nossos horizontes bem como teremos uma capacidade de maior entendimento em relação a diferentes formas de estar na vida.

Um dos elementos definidores do Slow travel é a oportunidade de fazer parte da vida do local que visitamos, ligarmos-nos ao local e às suas gentes. Conexão com a cultura. Para isso o ideal é pudermos desfrutar de uma semana no local que escolhemos para gozar as férias. É importante “vivermos” no local que escolhemos. “Viver” em oposição a “ficar” dá-nos uma experiência mais intensa. Um dos prazeres que podemos retirar desta vivência, é a exploração sem pressa que podemos fazer. E para que o possamos desfrutar em pleno,nada como conhecer um pouco da sua história.

Como nasci em Coimbra,vou começar por esta cidade situada numa colina sobre o Rio Mondego, a que os Romanos chamaram Eminio, mais tarde com o aumento da sua importância, acabou por substituir a cidade Romana Conimbriga, de onde derivou o seu nome. Quando os mouros chegaram à Península Ibérica em 711,passou a denominar-se Kulümriyya, sendo um importante entreposto comercial entre o Norte cristão e o sul mulçumano.

Em 871 nasce o Condado de Coimbra, mas só em 1064 foi definitivamente reconquistada por Fernando Magno de Leão. À altura do Condado Portucalense, o Conde D. Henrique e D. Teresa fazem dela a sua residência, e segundo alguns autores aí terá nascido o 1º Rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Este fará dela a capital do Condado em 1129, substituindo Guimarães.  Foi também esta a cidade berço do nascimento de 6 Reis de Portugal da primeira dinastia e também da 1ª Universidade do País e das mais antigas da Europa.

Já no século XII, apresentava a cidade uma estrutura urbana, dividida em dois:

  • a cidade Alta ou também chamada Almedina, onde habitavam os aristocratas, os clérigos e mais tarde os estudantes.
  • A Baixa onde se situava o comércio, o artesanato e os bairros ribeirinhos populares.

A partir de meados século XVI, a história da cidade confunde-se com a história da Universidade

E é preciso chegar ao século XIX para que esta se comece a expandir para fora das suas muralhas.
Imagem Coimbra Slow Tourism

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